Própolis: o que é, benefícios comprovados pela ciência e qual tipo brasileiro escolher
Própolis verde, vermelha ou fusion? Guia direto com benefícios comprovados, tipos brasileiros, como usar e o que a ciência realmente diz.
🧬 O que é própolis? (e por que deveria te interessar)
Própolis é uma mistura de resina vegetal, cera e pólen que as abelhas coletam de plantas e usam para vedar a colmeia. Pense nisso como o sistema imunológico da colmeia: bloqueia a entrada de bactérias, fungos, vírus e invasores físicos.
A palavra vem do grego — "pro" (defesa) + "polis" (cidade). Literalmente, "defesa da cidade". A cidade, aqui, é a colmeia.
🤔 Sabia? Se um rato morrer dentro da colmeia, as abelhas não conseguem removê-lo. O que elas fazem? Embalam o cadáver em própolis. O corpo mumifica, não apodrece. A própolis impede a decomposição bacteriana. Se isso não te diz nada sobre o poder antimicrobiano dessa substância, nada vai.
📜 Da colmeia à farmácia: uma história de milênios
A própolis não é descoberta nova. Os egípcios antigos já a usavam no processo de mumificação — exatamente pelo mesmo motivo das abelhas: inibe a decomposição. Gregos e romanos usavam para tratar feridas em guerra. Registros históricos apontam o uso da própolis como cicatrizante tópico séculos antes de existir antibiótico.
Mas o que mudou nos últimos 20 anos foi a ciência brasileira. O Brasil tem algo que nenhum outro país tem: uma biodiversidade de plantas que produz própolis com compostos bioativos que não existem em nenhum outro lugar do planeta. A própolis verde brasileira é o exemplo mais evidente — ela só existe aqui.
🔬 O que a ciência realmente diz (referências reais, sem termos impossíveis)
Vamos aos estudos. Não vou citar 50 papers. Vou citar os que importam.
1. Meta-análise comparando verde e vermelha (2021)
Uma revisão publicada na Pharmacognosy Reviews por Sousa et al. (2021) comparou sistematicamente a própolis verde e vermelha brasileiras em dezenas de estudos. O que encontraram:
- ✅ Ambas têm ação anti-inflamatória, antioxidante, antiviral, antibacteriana, antifúngica, antiparasítica e antitumoral
- 🔴 A vermelha foi superior em cicatrização, ação citotóxica, antiparasitária e antibacteriana
- ⚖️ Não houve diferença significativa entre elas para atividade antifúngica, antioxidante e anti-inflamatória
- 📊 A vermelha tem mais flavonoides que a verde
Em resumo: não existe "melhor". Existe mais adequada para cada objetivo.
2. Artepillin C e ação antitumoral (FAPESP)
A FAPESP publicou um estudo demonstrando que o Artepillin C — o principal composto da própolis verde, vindo da planta Baccharis dracunculifolia (alecrim do campo) — tem ação antitumoral. É o composto que faz a própolis verde brasileira ser única no mundo.
3. Ação antiviral contra SARS-CoV-2 (Clinics, 2021)
Um estudo publicado no periódico Clinics (2021) mostrou que o extrato de própolis verde brasileira tem atividade antiviral contra o SARS-CoV-2. O mesmo estudo apontou efeito antiviral contra HSV-1 e HSV-2 (vírus do herpes). A própolis demonstrou efeito significativo comparado ao aciclovir, o medicamento padrão.
4. Uso preventivo contra sepse (UFMA, 2024)
Pesquisadores da UFMA revelaram em 2024 que o uso profilático (preventivo) do extrato de própolis mostrou eficácia na proteção contra inflamação sistêmica — o tipo de inflamação que pode levar à sepse. Isso significa que a própolis pode atuar como modulador do sistema imune antes do problema se agravar.
5. Suplementação e inflamação (revisão sistemática, 2025)
Uma revisão sistemática publicada em 2025 analisou o efeito da suplementação de própolis na inflamação e estresse oxidativo. O resultado: doses acima de 500mg/dia proporcionaram benefícios anti-inflamatórios superiores, com redução de marcadores inflamatórios como TNF-α e IL-6. Ou seja: dose importa.
6. Confirmação da USP (2017)
A USP (Esalq) confirmou as propriedades farmacológicas da própolis orgânica brasileira: anti-inflamatória, antioxidante, antibacteriana e anticancerígena. É a universidade pública brasileira colocando o peso do seu nome atrás de uma substância que as abelhas produzem há milhões de anos.
🌿 Os tipos de própolis brasileira (e qual faz sentido pra você)
O Brasil produz três tipos principais de própolis, cada um com origem botânica e perfil de compostos diferente. É a planta de origem que determina o que a própolis vai conter.
🟢 Própolis Verde
Origem: resina da Baccharis dracunculifolia, popularmente chamada de alecrim do campo. Cresce na Mata Atlântica.
O que tem de único: é a única própolis do mundo que contém Artepillin C em concentração significativa. É também a mais estudada cientificamente.
Melhor para: imunidade, ação antioxidante, prevenção. Se você quer um suplemento diário de defesa imunológica, a verde é o ponto de partida.
Disponível em: concentração 11% (início) e 22% (potência).
🔴 Própolis Vermelha
Origem: resina da Dalbergia ecastophyllum, conhecida como rabo-de-bugio. Árvore dos manguezais do Nordeste brasileiro.
O que tem de único: mais rica em isoflavonoides e fitoestrógenos que a verde. A ciência aponta superioridade em cicatrização, ação antibacteriana e compostos com efeito antitumoral.
Melhor para: quem busca ação anti-inflamatória intensa, cicatrização, cuidados com pele e potencial antitumoral. Os primeiros estudos também relataram atividade contra psoríase.
Disponível em: concentração 11% e 22%.
🟣 Própolis Fusion
Origem: junção de própolis verde + vermelha + silvestre (marrom). Não tem predominância floral única — é o espectro completo.
O que tem de único: combina os bioativos dos três tipos em um só extrato. É a máxima potência pela diversidade de compostos.
Melhor para: quem não quer escolher. Para saúde bucal especificamente (cáries, gengivite, placa bacteriana, mau hálito), a Fusion tem destaque — pode ser usada como bochecho com 30 gotas em água.
Disponível em: concentração 11%.
⚖️ 11% ou 22%: o que significa a concentração?
Não é marketing. É matemática.
A concentração (11% ou 22%) indica a quantidade de extrato de própolis na solução. A linha 22% tem o dobro de concentração comparada à linha 11%.
Na prática: a mesma porção de 30 gotas entrega o dobro de compostos ativos no 22%. Se você usa de forma preventiva e leve, o 11% cumpre a função. Se você quer potência — para um quadro inflamatório, imunidade reforçada ou uso terapêutico — o 22% faz mais sentido.
💡 Como usar própolis no dia a dia (exemplos práticos)
A regra geral é simples: 30 gotas por dia, agitando antes de usar. Pode ser puro ou diluído em água, mel, suco ou bebida da sua preferência.
Mas dá pra fazer mais:
- 30 gotas em meio copo de água morna pela manhã, em jejum
- Gotas direto no mel e misturado no chá
- 1 a 2 gotas direto sobre a ferida, espinha ou corte, 3 a 4x ao dia
- Teste de alergia antes: 2 gotas no antebraço, esperar 30 min. Se aparecer vermelhidão, não use
- Bochecho com meio copo de água + 30 gotas de própolis Fusion, 1x ao dia. Ajuda contra cáries, gengivite, placa e mau hálito
- Sempre diluído, nunca puro, e sempre após consultar o pediatra. A própolis não é indicada para menores de 1 ano
🔍 Por que nem toda própolis é igual (e como saber se a sua é pura)
Aqui é onde a maioria das pessoas erra. Compra qualquer frasco, vê "própolis" no rótulo e acha que tudo é igual. Não é.
O problema começa na coleta. Durante a extração da própolis da colmeia, é comum que pedaços de madeira entrem no produto final. Sem controle de qualidade, esses fragmentos seguem até o frasco que você compra. Resultado: você paga por própolis com "serragem".
É aí que a origem faz diferença. Marcas que trabalham com rastreabilidade — parceria direta com apicultores, práticas de coleta controladas e análise de matéria-prima — garantem um produto limpo. A Beeva, por exemplo, é uma das poucas marcas brasileiras que faz esse trabalho de ponta a ponta: coleta direto da Mata Atlântica (própolis verde) e dos manguezais do Nordeste (própolis vermelha), com classificação de matéria-prima premium tipo A e parceria com apicultores locais através do Instituto Beeva. Não é luxo — é o básico que separa uma própolis que funciona de uma que é só rótulo.
✅ O que procurar na hora de comprar:
- 📍 Origem botânica declarada (alecrim do campo? rabo-de-bugio? mistura?)
- 📍 Concentração informada (11% ou 22%)
- 📍 Rastreabilidade do apiário ao frasco
- 📍 100% natural, sem aditivos não declarados
- 📍 Sustentabilidade na coleta (a apicultura bem feita preserva o bioma)
Se a marca não consegue te dizer de onde veio a própolis, é um sinal.
🤯 Curiosidades que provavelmente ninguém te contou
1. As abelhas mumificam com própolis. Se um invasor grande (como um rato) entra na colmeia e morre, as abelhas não conseguem removê-lo. Elas o cobrem com própolis. O corpo mumifica — não apodrece. É o mesmo princípio que os egípcios usaram, milênios antes, nas mumificações humanas.
2. A própolis verde brasileira é única no planeta. Não existe em nenhum outro país. A razão é a Baccharis dracunculifolia, planta nativa da Mata Atlântica. As abelhas só produzem esse tipo de própolis onde essa planta cresce. Você pode plantar abelhas no Japão, na Europa ou nos EUA — nunca vai produzir própolis verde brasileira.
3. A vermelha vem do mangue. A Dalbergia ecastophyllum (rabo-de-bugio) cresce nos manguezais do litoral nordestino. A própolis vermelha é tão específica quanto a verde — depende de um ecossistema único (mangue) que o Brasil preserva.
4. Mais de 300 compostos identificados. A ciência já catalogou mais de 300 compostos bioativos diferentes na própolis. É uma das substâncias naturais mais complexas que existem. Nenhum laboratório consegue sintetizar tudo isso.
5. A própolis funciona antes de você ficar doente. O estudo da UFMA (2024) mostrou que o uso profilático — ou seja, antes do problema acontecer — tem efeito protetor. Não é só tratamento. É prevenção.
🛒 Onde encontrar própolis de qualidade
Se você decidiu incluir a própolis na rotina, o que importa agora é escolher bem. Pelos critérios que citei — rastreabilidade, origem botânica, pureza e concentração clara —, a Beeva é a marca que entrega essa combinação de forma consistente. Os três tipos (verde, vermelha e fusion) nas concentrações 11% e 22% estão disponíveis diretamente no site oficial e nos marketplaces abaixo:
E agora?
A própolis é uma das poucas substâncias naturais onde a ciência e a tradição concordam. Não é remédio de vó. É um produto com base científica sólida, origem botânica rastreável e compostos bioativos que nenhuma farmácia consegue replicar.
Se você ainda não usa, começa com 30 gotas por dia. Escolhe o tipo pela sua necessidade — imunidade vai de verde, inflamação e pele vão de vermelha, completo vai de fusion. Se já usa, conta nos comentários qual é a sua e o que notou de diferente.
📚 Referências científicas citadas
- Sousa, A.R.S. et al. (2021). Toward a Novel Pharmacology and Therapeutic Understanding of Brazilian Propolis: A Meta-Analytical Approach. Pharmacognosy Reviews. DOI: 10.5530/phrev.2020.1.1
- Brazilian Green Propolis: Anti-Inflammatory Property by an Immunomodulatory Activity. PMC/NIH (2012).
- Antiviral activity of Brazilian Green Propolis extract against SARS-CoV-2. Clinics (2021). Elsevier.
- UFMA (2024). Uso profilático do extrato de própolis contra sepse. Portal da UFMA.
- FAPESP. Study demonstrates antitumor action of Artepillin C in Brazilian green propolis.
- USP/ESALQ (2017). Pesquisa confirma ação farmacológica da própolis orgânica brasileira. Jornal da USP.
- ScienceDirect (2025). Effects of Propolis supplementation on inflammation and oxidative stress. Systematic review and meta-analysis.
- MDPI Life (2025). Propolis Stands out as a Multifaceted Natural Product: Meta-Analysis.



